
Pesquisa comprova dados positivos do setor, destacando a tendência de reinvenção e consolidação do comércio livreiro brasileiro
As bibliotecas, livrarias e editoras cumprem papéis sociais essenciais e são fundamentais no processo de formação dos cidadãos. Desde 2022, a retomada do hábito de leitura tem influenciado o crescimento do mercado e a abertura de novas livrarias. O período pós-pandemia registra, especialmente nas cidades menores, desejo de crescimento e a tendência de que as grandes redes doem espaço para estabelecimentos mais compactos e espalhados pelo país.
É o que aponta a 5ª edição do Anuário Nacional de Livrarias, desenvolvido e coordenado pela Associação Nacional de Livrarias (ANL). O projeto oferece uma listagem atualizada de livrarias existentes no país, organizada por regiões geográficas, municípios e estados. O intuito desta edição também foi obter a segmentação principal das livrarias.
“Tivemos um gap de quase 10 anos entre uma edição e outra, então nesta nova versão nos preocupamos em trazer o mais completo e verdadeiro guia das livrarias no Brasil. O intuito é que a pesquisa se torne uma ferramenta fundamental para incentivar o crescimento do setor e fomentar a leitura. Dessa forma, o Anuário se torna uma ferramenta que poderá contribuir, também, com futuras ações empresariais ao mercado, assim como no apoio de ações governamentais ao setor”, explica Marcus Teles, presidente da ANL.
Segundo o diagnóstico da ANL sobre o setor livreiro 2023, o Brasil possui cerca de 2.972 livrarias no total. A maior concentração está na região Sudeste, com 1.814. O ranking segue com as regiões Sul e Nordeste, com 561 e 334 estabelecimentos, respectivamente. O estado com maior número de livrarias é São Paulo, com 1.167 unidades.
Em relação aos segmentos, a pesquisa apontou que das 2.972 livrarias existentes no país, cerca de 1.047 são especializadas em literatura (interesse geral); 914 são especializadas em livros infanto-juvenil e quadrinhos; e 321 focadas em livros evangélicos. O Anuário também inclui dados de outros segmentos, como católicos, didáticos, científicos e até sebos, livrarias que comercializam livros usados.
“Podemos considerar que os dados apresentados nos trouxeram informações positivas de modo geral. Os empresários do setor enfrentaram obstáculos, mas foram resilientes a ponto de permanecerem investindo. Houve expansão, consolidação e não uma diminuição do número de livrarias, como consideramos a princípio. O que identificamos foi uma reinvenção, consolidação e enfrentamento positivo do comércio livreiro”, complementa Marcus Teles.
O 5º Anuário Nacional de Livrarias foi lançado pela ANL durante a 31 ª Convenção Nacional de Livrarias, realizada nos dias 30 e 31 de agosto.
Produto único do setor livreiro brasileiro, o diagnóstico contou com o apoio da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL - RJ). Além disso, também contou com a parceria de empresas que que abraçaram o projeto e colaboraram no mapeamento de dados, são elas Catavento Distribuidora de Livros, Disal Distribuidora de Livros, Distribuidora Loyola de Livros, Distribuidora de Livros Curitiba e Inovação Distribuidora de Livros.